segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Pipoca e o Exame de Portugues e isto tudo

Eu até gostava da Pipoca. Até ao dia em que se lembrou de atirar postas de pescada sobre o assunto do Exame Nacional de Português do 12º ano deste ano. Não bastando isso, ainda fui ver, curiosa, os cento e tal comentários que abundavam sobre isto. E, se por um lado me senti melhor ao ver que não fui a única "revoltada" com o infeliz post, por outro fiquei pior ainda ao ver comentários de pessoas que, aparentemente, se julgam bem mais crescidas e evoluídas que os alunos, chamando-nos "Biebers" e afins. Desde quando é que alunos com 17, 18, 19 anos podem ser comparados a isto? É falta de consideração e arrogância a mais, bem como falta de conhecimento sobre o assunto, ou, neste caso, sobre o exame em si. O descalabro continua numa guerra sobre erros dados em vários comentários entre os comentadores, numa cena à primária de "ó não sei quantas, antes de vires para aqui devias aprender a escrever bem!" e cenas assim. E os Biebers somos nós. Eu fui a exame com 14 e admito que fui daquelas que não estudei a pensar que iria ser facílimo e depois levei com 9 no exame para acordar para a vida. Mas, apesar de ter achado o exame mais difícil do que os que vi nos anos anteriores e os testes feitos ao longo do anos, nunca desculpei a minha nota com o facto de ter sido fácil ou difícil. Não estudei e devia ter estudado, pronto. Mas é triste que assim que possam as pessoas tentem rebaixar os outros e fazer-se sobressair a elas. A sério que me revolta. E, ao que parece, a autora do blogue vai fazer uma compilação dos erros dados pelos alunos ali nos comentários e publicá-la. A sério, qual é a necessidade? Eles criticam-nos que somos os"ressabiados" e as crianças e depois é isto. Enfim.

domingo, 17 de julho de 2011

Este vídeo arrepiou-me (e calou-me)


Ainda dizem que as crianças não sabem. Provavelmente, até são as que sabem mais.



terça-feira, 12 de julho de 2011

Tu nao vais ler isto a tempo maaas...

Tu nunca terás noção daquilo que és. Da pessoa que me completa em aspectos que eu julguei impossíveis e me tenta compreender e apoiar mesmo quando não devia. Tu nunca vais ter noção das saudades que eu tenho tuas e da vontade que eu tenho de ir a correr ter contigo e saltar-te para os braços, nem da vontade que eu tenho para que voltes. Tu nunca vais ter noção de como às vezes algumas coisas me magoam e de como a ideia de te poder perder magoar mais que tudo o resto. Tu nunca vais saber o quanto te amo. Nunca. Nem eu o sei. E então? E então que tu nunca terás noção de nada disto, e, por causa disso, vou continuar ao teu lado até que tu aprendas. Amo-te. (que é como quem diz: -prometo.)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

São poucas as pessoas que hoje em dia me prendem, que me façam pensar que há "qualquer coisa" nelas e que me façam querer conhecê-las. Parecem-me tudo farinha do mesmo saco. No entanto sinto saudades de pessoas que sei que não valem nada e tenho interesse e vontade de conhecer pessoas novas, com ideias diferentes das minhas e que me façam ver as coisas de outra forma. Acho que a nossa geração é a geração "mona" - limitam-se ao básico, não querem sair e preferem manter-se no refúgio do seu quarto (ou quarto do/a namorado/a), atrevendo-se apenas a ir ao café aos sábados à noite. Dá-me vontade de abanar toda a gente e arrastá-los pelos cabelos para a rua.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Filmes deprimentes

Eu sou daquelas pessoas que delira com dramas de chorar as pedras da calçada, não com os clichés do costume mas sim com histórias e personagens que nos fazem pensar e viver as mesmas histórias e que me ficam na cabeça durante horas, dias ou semanas. Sou daquelas que procura no google por 'filmes deprimentes' e fica feliz com a quantidade diversificada que me aparece. Portanto deixo aqui a minha lista (por ordem de preferência) e se tiverem sugestões, não hesitem.

American History x (América Proibida)
#O rapaz do Pijama às riscas;
#Requiem for a Dream;
#I Am Sam;
#Conspiração;
#La Vitta e Bella
#Dear John (Juntos ao Luar);
#Boys don't cry;
#My Sister's Keeper;
#Á espera de um Milagre.

Agora estou a sacar o "Dancer in the Dark" e o "Umberto D.". Vi, ontem e hoje, finalmente, o "Brokeback Montain" e não achei nada de mais, mais do mesmo, tanta história e tanto tempo de filme e não o aproveitaram, infelizmente.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Ultimamente só me saem coisas destas que nem (me) entendo

Para quê ficar se te vais embora? Porque é que me pedes para não ir quando sabes que também já não estou aqui há muito? Demasiado talvez. Como é que me tentas encontrar se nem eu própria sei onde estou? Sempre fomos assim. Sempre achámos perfeitos os defeitos um do outro. Sempre nos encontrámos nos desencontros do mundo, como se o destino nos empurrasse em direcções opostas. E somos felizes assim. Descobri que eras tu quando comecei a passar mais tempo em ti que em mim. E sou feliz em ti. Não me entendo. Nem tu a mim. Gosto de ti por isso.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ás vezes ponho-me a pensar como seria se juntasse toda a gente e lhes tirasse a parte humana. Assim estilo lobotomia. Tirar as sensações, os sentimentos e o poder de pensamento, a toda a gente. Não seríamos todos mais felizes? Nunca saberíamos o que era 'ser feliz' sequer. Éramos corpos apenas. Como se estivéssemos mortos psicologicamente. Se o fizesse, não estaria a matar ninguém. Na realidade, estaria a matar muitos 'ninguéns', mas os corpos estão lá. E é só isso que realmente toda a gente vê não é? Os corpos. Apenas isso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sabes, tu eras a última pessoa da qual eu queria estar distante. Mas eu sou distante das pessoas. Por mais esforço que faça e voltas que dê, há sempre um canto dentro de mim que eu não consigo partilhar por medo, vergonha ou simplesmente porque "não vale a pena". Há sempre um canto dentro de mim que ainda não aprendeu ser a dois. E tu és o primeiro a reparar. E isso mata-me por dentro porque não te quero fazer sofrer. Eu não quero. Mas, invariavelmente, acabo por fazê-lo. E, se ainda não o fiz verdadeiramente até agora, sei que o vou fazer, mais cedo ou mais tarde. Eu sei disso. E isso não significa que eu te ame menos, apenas significa que estavas errado. Que eu não sou perfeita. Sou humana. E, invariavelmente, erro. Desculpa-me por isso.

Super Sweet Eighteen

E pronto, de acordo com o B.I e com as leis portuguesas e diabo a 4 já sou maior de idade e reteteu. Tão engraçado. Logicamente que me sinto na mesma e a excitação pela maioridade era...nenhuma, mas pronto, diz que é giro ter 18, portanto parabéns para mim. Basicamente posso sair sem me ligarem dez vezes mas ainda continuo a ser uma criança para os meus pais. No problem. Agora, pensando bem no que me apetece... Apetece-me passar o meu aniversário comigo, em casa, sozinha. Com gelados, filmes, séries, etc. Até tem lógica, uma vez que sou eu que faço anos (sim sim já sei, de que é que servem as coisas boas se não se podem partilhar com os outros? Yeah, right). De todas as maneiras vou passear e apanhar sol com alguns dos melhores, que também me faz bem, portanto até logo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gostava de mandar tudo para a puta que pariu e atirar-me ponte abaixo, mas para isso tinha de te levar comigo (não quero que andes com cara de mártir outra vez por minha causa) e eu nunca fui muito dada a instintos homicidas. Só suicidas. Puta que pariu.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carta para nenhum alguém

Tenho uma página em branco e os olhos pregados nela há três quartos de hora. Queria falar-te de tudo mas acabo por não conseguir falar de nada, como de costume, percebes? Pois, eu também não. Devia ir dormir, desocupar a cabeça do lixo, perdão, de ti, que me vagueias na mente todos os dias sem folgas, mas tenho medo que os pesadelos sejam ainda piores que os filmes que faço acordada, como de costume. Podia estar a fazer inúmeras coisas tão mais úteis, mas continuo a escrevinhar numa página agora menos branca, como se ao escrever as coisas de forma diferente lhes pudesse alterar o sentido. Podia estar contigo, por exemplo. Gostavas de estar comigo agora? Pois, eu também. E estou. Comigo, logicamente. Gostava de te falar no nosso futuro juntos. Mas depois lembro-me que esse não vai existir e então fico sem assunto novamente. Já pensei em falar no passado mas para esse eram precisas demasiadas folhas em branco e, principalmente, demasiada paciência e tempo que não possuo. Para ti, como deves calcular. Já não tenho uma folha em branco, embora os meus olhos continuem pregados nela e os três quartos de hora se tenham estendido por mais dois. Não te falei de tudo nem de nada, falei, apenas porque me apeteceu que me ouvisses, que é como quem diz, chatear-te. Devia ir sonhar (ainda não inventaram verbos para quem tem pesadelos e também não me apetece inventar nenhum as estas horas) contigo mas estou a passar tempo de qualidade comigo. A falar de ti, no entanto. Sádico. Sabes onde me encontrar, não sabes? Pois, eu também não.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

parente(si)s

Chamavam-lhe puta e diziam que ele era demasiado tímido - para ela. o mal deles foi apaixonarem-se, já dizia a outra. Ninguém acredita no amor de uma puta - excepto ele. Ensaiaram tragédias em torno deles, fizeram-se apostas e planos de separação (falhados). se ele é tímido nunca saberás os segredos que ele guarda, diziam as putas amigas dela. ele não tem segredos, respondia ela. Disseram que ele estava perdido mas quem se perdeu foi ela - de amores. Numa tarde ele viu-a no parque com um homem que a abraça e lhe dá a mão. ninguém acredita no amor de uma puta, pensou ele. Tirou a arma que trazia sempre pendurada à cintura e aproximou-se deles. Matou o homem e disparou contra ela. ninguém acredita no amor de uma puta, disse-lhe. Aquele que estava comigo era tio do filho que acabaste de matar, respondeu ela. Ela morreu e ele apodreceu na prisão. o mal deles foi apaixonarem-se.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Whiskey e vodka laranja 1 - 0 June

A melhor passagem de ano de sempre, com o(s) melhor(es) de sempre. 2011 é nosso, tal como tudo, desde que queiramos. Sejam felizes. Eu já o sou há muito, o problema é que de vez em quando me esqueço disso. É nessas alturas que recebo os melhores actos e palavras que me relembram outra vez. Bom ano a todos.

sábado, 27 de novembro de 2010

E se eu abraçar a morte em vez de te abraçar a ti?

Tu matas-me cada vez que me olhas. Sempre que me beijas morro mais um bocado. Quando acabas de me abraçar já estou quase morta nos teus braços (nunca reparaste que me falta sempre a força nos joelhos para me manter de pé? Pensa.). Sorris. Dizes que as tuas mãos têm o meu cheiro. Sádico. Esqueces-te de dizer que têm também as minhas lágrimas, o meu suor e o meu sangue. Pensa. Dizes-me que depois me compensas. Não sou uma prostituta. Sou uma apaixonada. Por ti. Sempre quis morrer. Por ti. Rasgaste-me a pele, despedacei-te os lábios, arrancaste-me o peito. Não te rias. Olha para isto, é só beatas e pó. E sangue. Olha o que tu (me) fizeste. Devias lavar o chão com a língua. Porco. Não me olhes mais. Já não me aguento em pé. Não tentes beijar-me. Estou cansada. E se eu abraçar a morte em vez de te abraçar a ti? Tens ciúmes? Então mata-me tu. Obrigada. Amo-te.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

To die by your side is such a heavenly way to die

Tu sabes, eu posso não ser a melhor pessoa. Posso gozar contigo ou gritar e passar-me com coisas que não lembram a ninguém, enquanto que outras bastante mais graves aos olhos do resto do mundo me passam ao lado. Tu sabes que também me chateio e também tenho ciúmes, apenas não demonstro (ou pelo menos faço por isso). Mas não mudava nada. Em mim e em ti. Quero que o teu abraço continue a ser igual, e portanto não mudava nada. Quero que me continues a arrastar para a chuva apenas para me pegares ao colo e me beijares e gosto que respeites os meus silêncios, porque não precisamos de falar para saber o que pensamos. Gosto de olhar para ti pelo canto do olho quando estás a ver um filme ou a conduzir, e às vezes não resisto e sorrio sozinha. Gosto dos nossos planos, não sei bem se por serem nossos ou se por nunca os ter tido com ninguém, mas gosto. E acredito neles, e em ti. Gosto (mesmo) de ti. Demasiado, talvez, o suficiente para não te querer perder por nada. Portanto não faças coisas estúpidas. Sem mim, pelo menos. Porque se te acontecer alguma coisa, eu quero estar contigo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

♥♥

(agarrando-me como se não houvesse amanhã, sussurra-me ao ouvido)

-Nunca me deixes.
-Não te vou deixar.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Se há coisa que eu gosto mesmo é de conversar com velhos.

Gosto de conversar com o meu avô. Gosto, é verdade. A maioria pode achar secante, mas o que uns consideram 'cara de seca' eu considero arrogância por não aproveitarem a oportunidade que têm nas mãos de aprenderem pontos de vista, opiniões e vivências completamente diferentes. É verdade que as opiniões das pessoas da geração de 40, 50 divergem muito das da geração de 80, 90 mas, sinceramente, como é que isso poderia não acontecer quando se tem 50 anos de experiência pelo meio? Enerva-me que cortem conversa quando um velho está a (tentar) falar. Tira-me do sério. De repente, é como se aquela pessoa passasse a ser uma criança e não tivesse ideias ou opiniões a partilhar quando, na verdade, tem mais do que as pessoas que lhe cortaram a conversa. E confesso: prefiro conversar com pessoas mais velhas do que com pessoas mais novas, na maioria dos casos.Gosto de falar sobre as revoluções, o país, a diferença entre o antes e o agora. É bom variar entre as típicas conversas de café onde saímos tal e qual como quando lá entrámos. Gosto de conversar com o meu avô. Ele gosta de me relembrar que se orgulha muito de mim e que reza por mim todas as noites e eu coro até à raiz do cabelo porque não sei o que é que hei-de dizer, e portanto abraço-o. Gosto de falar, não gosto de discutir. Porque há assuntos em que somos os dois inflexiveis. Não vale a pena dizer-lhe que, para mim, a tourada é um crime porque ele vai dizer-me logo de seguida que os touros são feitos mesmo para isso. E eu depois não me vou conseguir conter. Mas gosto de conversar com ele, e com os outros. Desde que se interessem pelo que digo e não me tratem como se eu fosse uma criança e não tivesse ideias ou opiniões a partilhar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Neste momento tenho medo. E dúvidas

De não conseguir acabar Geometria no próximo ano lectivo. De não entrar num curso viável e de que goste realmente. De não entrar na faculdade em 2012 e, pior, de não entrar numa faculdade longe daqui. Tenho medo de ser só mais uma. De me acomodar à vida. De não sair daqui. Tenho medo que toda a fome de viver que tenho agora passe com o tempo, e que quando tiver realmente a oportunidade de fazer as coisas que quero, já não tenha vontade para as fazer. Tenho medo de não ter uma vida, de não a aproveitar, de me sentar a vê-la passar-me à frente dos olhos. Acho sempre que não faço o suficiente, que não me esforço como devia, que não sei o que quero. Acho que não conheço nada, não sei nada, não faço nada. Nada me chega. Sempre foi assim, mas ultimamente piorou. Preciso de mais. De sair daqui, de conhecer outras coisas, outras histórias, opiniões. Preciso de ser feliz noutro lado, com outras pessoas, a fazer outras coisas. Sinto que é tudo igual, todos os dias são mais do mesmo. Pior de tudo, não sei o que é que hei-de fazer para mudar isto. Isto tudo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

The change is good

Adoro ver casais de miúdos (por miúdos entenda-se os protótipos de gente com idades compreendidas entre os 11 - 15 anos). Gosto de os ver andar de mãos dadas ou abraçados na rua, o ar de quem já sabe mais do mundo do que o resto da humanidade, o olhar delas por cima do nariz empinado e o andar deles com as calças descaídas e a mão no bolso. Acho piada, julgam-se melhores que todos e mais algum, acreditam que os irmãos mais velhos, os pais, os avós, os professores não sabem nada e só lhes querem mal. Crêem-se rebeldes, revolucionários, porque está na moda ser-se 'pseudo-rebel', e é só isso mesmo que fazem: seguir modas. Acham-se enormes sabedores da vida e só voltam à realidade quando as relações acabam e se apercebem que afinal não eram assim tão grandes, e que o amor que tinham ainda era mais pequeno. Olho para eles e sorrio, penso "eu também já fui assim. Como é que mudamos tanto?".

sábado, 9 de outubro de 2010

♥

Contigo é tudo tão simples que às vezes pergunto-me como é que posso gostar de ti de uma maneira tão complexa. E fácil.
Com amor,
June.

Imagem daqui.