sexta-feira, 15 de outubro de 2010

The change is good

Adoro ver casais de miúdos (por miúdos entenda-se os protótipos de gente com idades compreendidas entre os 11 - 15 anos). Gosto de os ver andar de mãos dadas ou abraçados na rua, o ar de quem já sabe mais do mundo do que o resto da humanidade, o olhar delas por cima do nariz empinado e o andar deles com as calças descaídas e a mão no bolso. Acho piada, julgam-se melhores que todos e mais algum, acreditam que os irmãos mais velhos, os pais, os avós, os professores não sabem nada e só lhes querem mal. Crêem-se rebeldes, revolucionários, porque está na moda ser-se 'pseudo-rebel', e é só isso mesmo que fazem: seguir modas. Acham-se enormes sabedores da vida e só voltam à realidade quando as relações acabam e se apercebem que afinal não eram assim tão grandes, e que o amor que tinham ainda era mais pequeno. Olho para eles e sorrio, penso "eu também já fui assim. Como é que mudamos tanto?".

8 comentários:

  1. concordo em tudo contigo!
    á ainda melhor quando dizem "és a minha vida" ou "foste a melhor pessoa com quem namorei", mas depois acabam e quando arranjam outra pessoa dizem o que disseram à anterior, enfim.

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  2. Por acaso nunca fui assim, aliás seria escusado dizer (mas vou dizer de qualquer forma) que nunca tive um namorado, portanto tudo o que venha com um namorado passa-me ao lado. Mas não deixo de me rir quando vejo esses casais convencidos de que o "amor" que sentem um pelo outro vai ser para sempre, de mãos dadas a toda a hora (até quando as tem todas suadas [nojo]), e sempre melosos.
    E por muito que me faça rir até é bom de ser ver ;)
    beijinhos

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  3. sera que nao continuamos a ser assim?

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  4. falando por mim, não, sei que não sou assim. Agora cada um sabe de si.

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  5. Não concordo, ate podem nao saber muito da vida, mas o amor pode ser real e dizem o que sentem na altura, sera isso errado?

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  6. mas alguém falou em certos ou errados? é que eu acho que não

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  7. Ainda bem que passa... Tudo: o amor, a sensação de poder tudo, a adolescência.

    Eu queria era que aquela certeza de que o destino estava nas minhas mãos não tivesse acabado.

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