terça-feira, 19 de abril de 2011

Ultimamente só me saem coisas destas que nem (me) entendo

Para quê ficar se te vais embora? Porque é que me pedes para não ir quando sabes que também já não estou aqui há muito? Demasiado talvez. Como é que me tentas encontrar se nem eu própria sei onde estou? Sempre fomos assim. Sempre achámos perfeitos os defeitos um do outro. Sempre nos encontrámos nos desencontros do mundo, como se o destino nos empurrasse em direcções opostas. E somos felizes assim. Descobri que eras tu quando comecei a passar mais tempo em ti que em mim. E sou feliz em ti. Não me entendo. Nem tu a mim. Gosto de ti por isso.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ás vezes ponho-me a pensar como seria se juntasse toda a gente e lhes tirasse a parte humana. Assim estilo lobotomia. Tirar as sensações, os sentimentos e o poder de pensamento, a toda a gente. Não seríamos todos mais felizes? Nunca saberíamos o que era 'ser feliz' sequer. Éramos corpos apenas. Como se estivéssemos mortos psicologicamente. Se o fizesse, não estaria a matar ninguém. Na realidade, estaria a matar muitos 'ninguéns', mas os corpos estão lá. E é só isso que realmente toda a gente vê não é? Os corpos. Apenas isso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sabes, tu eras a última pessoa da qual eu queria estar distante. Mas eu sou distante das pessoas. Por mais esforço que faça e voltas que dê, há sempre um canto dentro de mim que eu não consigo partilhar por medo, vergonha ou simplesmente porque "não vale a pena". Há sempre um canto dentro de mim que ainda não aprendeu ser a dois. E tu és o primeiro a reparar. E isso mata-me por dentro porque não te quero fazer sofrer. Eu não quero. Mas, invariavelmente, acabo por fazê-lo. E, se ainda não o fiz verdadeiramente até agora, sei que o vou fazer, mais cedo ou mais tarde. Eu sei disso. E isso não significa que eu te ame menos, apenas significa que estavas errado. Que eu não sou perfeita. Sou humana. E, invariavelmente, erro. Desculpa-me por isso.

Super Sweet Eighteen

E pronto, de acordo com o B.I e com as leis portuguesas e diabo a 4 já sou maior de idade e reteteu. Tão engraçado. Logicamente que me sinto na mesma e a excitação pela maioridade era...nenhuma, mas pronto, diz que é giro ter 18, portanto parabéns para mim. Basicamente posso sair sem me ligarem dez vezes mas ainda continuo a ser uma criança para os meus pais. No problem. Agora, pensando bem no que me apetece... Apetece-me passar o meu aniversário comigo, em casa, sozinha. Com gelados, filmes, séries, etc. Até tem lógica, uma vez que sou eu que faço anos (sim sim já sei, de que é que servem as coisas boas se não se podem partilhar com os outros? Yeah, right). De todas as maneiras vou passear e apanhar sol com alguns dos melhores, que também me faz bem, portanto até logo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gostava de mandar tudo para a puta que pariu e atirar-me ponte abaixo, mas para isso tinha de te levar comigo (não quero que andes com cara de mártir outra vez por minha causa) e eu nunca fui muito dada a instintos homicidas. Só suicidas. Puta que pariu.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carta para nenhum alguém

Tenho uma página em branco e os olhos pregados nela há três quartos de hora. Queria falar-te de tudo mas acabo por não conseguir falar de nada, como de costume, percebes? Pois, eu também não. Devia ir dormir, desocupar a cabeça do lixo, perdão, de ti, que me vagueias na mente todos os dias sem folgas, mas tenho medo que os pesadelos sejam ainda piores que os filmes que faço acordada, como de costume. Podia estar a fazer inúmeras coisas tão mais úteis, mas continuo a escrevinhar numa página agora menos branca, como se ao escrever as coisas de forma diferente lhes pudesse alterar o sentido. Podia estar contigo, por exemplo. Gostavas de estar comigo agora? Pois, eu também. E estou. Comigo, logicamente. Gostava de te falar no nosso futuro juntos. Mas depois lembro-me que esse não vai existir e então fico sem assunto novamente. Já pensei em falar no passado mas para esse eram precisas demasiadas folhas em branco e, principalmente, demasiada paciência e tempo que não possuo. Para ti, como deves calcular. Já não tenho uma folha em branco, embora os meus olhos continuem pregados nela e os três quartos de hora se tenham estendido por mais dois. Não te falei de tudo nem de nada, falei, apenas porque me apeteceu que me ouvisses, que é como quem diz, chatear-te. Devia ir sonhar (ainda não inventaram verbos para quem tem pesadelos e também não me apetece inventar nenhum as estas horas) contigo mas estou a passar tempo de qualidade comigo. A falar de ti, no entanto. Sádico. Sabes onde me encontrar, não sabes? Pois, eu também não.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

parente(si)s

Chamavam-lhe puta e diziam que ele era demasiado tímido - para ela. o mal deles foi apaixonarem-se, já dizia a outra. Ninguém acredita no amor de uma puta - excepto ele. Ensaiaram tragédias em torno deles, fizeram-se apostas e planos de separação (falhados). se ele é tímido nunca saberás os segredos que ele guarda, diziam as putas amigas dela. ele não tem segredos, respondia ela. Disseram que ele estava perdido mas quem se perdeu foi ela - de amores. Numa tarde ele viu-a no parque com um homem que a abraça e lhe dá a mão. ninguém acredita no amor de uma puta, pensou ele. Tirou a arma que trazia sempre pendurada à cintura e aproximou-se deles. Matou o homem e disparou contra ela. ninguém acredita no amor de uma puta, disse-lhe. Aquele que estava comigo era tio do filho que acabaste de matar, respondeu ela. Ela morreu e ele apodreceu na prisão. o mal deles foi apaixonarem-se.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Whiskey e vodka laranja 1 - 0 June

A melhor passagem de ano de sempre, com o(s) melhor(es) de sempre. 2011 é nosso, tal como tudo, desde que queiramos. Sejam felizes. Eu já o sou há muito, o problema é que de vez em quando me esqueço disso. É nessas alturas que recebo os melhores actos e palavras que me relembram outra vez. Bom ano a todos.

sábado, 27 de novembro de 2010

E se eu abraçar a morte em vez de te abraçar a ti?

Tu matas-me cada vez que me olhas. Sempre que me beijas morro mais um bocado. Quando acabas de me abraçar já estou quase morta nos teus braços (nunca reparaste que me falta sempre a força nos joelhos para me manter de pé? Pensa.). Sorris. Dizes que as tuas mãos têm o meu cheiro. Sádico. Esqueces-te de dizer que têm também as minhas lágrimas, o meu suor e o meu sangue. Pensa. Dizes-me que depois me compensas. Não sou uma prostituta. Sou uma apaixonada. Por ti. Sempre quis morrer. Por ti. Rasgaste-me a pele, despedacei-te os lábios, arrancaste-me o peito. Não te rias. Olha para isto, é só beatas e pó. E sangue. Olha o que tu (me) fizeste. Devias lavar o chão com a língua. Porco. Não me olhes mais. Já não me aguento em pé. Não tentes beijar-me. Estou cansada. E se eu abraçar a morte em vez de te abraçar a ti? Tens ciúmes? Então mata-me tu. Obrigada. Amo-te.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

To die by your side is such a heavenly way to die

Tu sabes, eu posso não ser a melhor pessoa. Posso gozar contigo ou gritar e passar-me com coisas que não lembram a ninguém, enquanto que outras bastante mais graves aos olhos do resto do mundo me passam ao lado. Tu sabes que também me chateio e também tenho ciúmes, apenas não demonstro (ou pelo menos faço por isso). Mas não mudava nada. Em mim e em ti. Quero que o teu abraço continue a ser igual, e portanto não mudava nada. Quero que me continues a arrastar para a chuva apenas para me pegares ao colo e me beijares e gosto que respeites os meus silêncios, porque não precisamos de falar para saber o que pensamos. Gosto de olhar para ti pelo canto do olho quando estás a ver um filme ou a conduzir, e às vezes não resisto e sorrio sozinha. Gosto dos nossos planos, não sei bem se por serem nossos ou se por nunca os ter tido com ninguém, mas gosto. E acredito neles, e em ti. Gosto (mesmo) de ti. Demasiado, talvez, o suficiente para não te querer perder por nada. Portanto não faças coisas estúpidas. Sem mim, pelo menos. Porque se te acontecer alguma coisa, eu quero estar contigo.