terça-feira, 12 de julho de 2011

Tu nao vais ler isto a tempo maaas...

Tu nunca terás noção daquilo que és. Da pessoa que me completa em aspectos que eu julguei impossíveis e me tenta compreender e apoiar mesmo quando não devia. Tu nunca vais ter noção das saudades que eu tenho tuas e da vontade que eu tenho de ir a correr ter contigo e saltar-te para os braços, nem da vontade que eu tenho para que voltes. Tu nunca vais ter noção de como às vezes algumas coisas me magoam e de como a ideia de te poder perder magoar mais que tudo o resto. Tu nunca vais saber o quanto te amo. Nunca. Nem eu o sei. E então? E então que tu nunca terás noção de nada disto, e, por causa disso, vou continuar ao teu lado até que tu aprendas. Amo-te. (que é como quem diz: -prometo.)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

São poucas as pessoas que hoje em dia me prendem, que me façam pensar que há "qualquer coisa" nelas e que me façam querer conhecê-las. Parecem-me tudo farinha do mesmo saco. No entanto sinto saudades de pessoas que sei que não valem nada e tenho interesse e vontade de conhecer pessoas novas, com ideias diferentes das minhas e que me façam ver as coisas de outra forma. Acho que a nossa geração é a geração "mona" - limitam-se ao básico, não querem sair e preferem manter-se no refúgio do seu quarto (ou quarto do/a namorado/a), atrevendo-se apenas a ir ao café aos sábados à noite. Dá-me vontade de abanar toda a gente e arrastá-los pelos cabelos para a rua.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Filmes deprimentes

Eu sou daquelas pessoas que delira com dramas de chorar as pedras da calçada, não com os clichés do costume mas sim com histórias e personagens que nos fazem pensar e viver as mesmas histórias e que me ficam na cabeça durante horas, dias ou semanas. Sou daquelas que procura no google por 'filmes deprimentes' e fica feliz com a quantidade diversificada que me aparece. Portanto deixo aqui a minha lista (por ordem de preferência) e se tiverem sugestões, não hesitem.

American History x (América Proibida)
#O rapaz do Pijama às riscas;
#Requiem for a Dream;
#I Am Sam;
#Conspiração;
#La Vitta e Bella
#Dear John (Juntos ao Luar);
#Boys don't cry;
#My Sister's Keeper;
#Á espera de um Milagre.

Agora estou a sacar o "Dancer in the Dark" e o "Umberto D.". Vi, ontem e hoje, finalmente, o "Brokeback Montain" e não achei nada de mais, mais do mesmo, tanta história e tanto tempo de filme e não o aproveitaram, infelizmente.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Ultimamente só me saem coisas destas que nem (me) entendo

Para quê ficar se te vais embora? Porque é que me pedes para não ir quando sabes que também já não estou aqui há muito? Demasiado talvez. Como é que me tentas encontrar se nem eu própria sei onde estou? Sempre fomos assim. Sempre achámos perfeitos os defeitos um do outro. Sempre nos encontrámos nos desencontros do mundo, como se o destino nos empurrasse em direcções opostas. E somos felizes assim. Descobri que eras tu quando comecei a passar mais tempo em ti que em mim. E sou feliz em ti. Não me entendo. Nem tu a mim. Gosto de ti por isso.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ás vezes ponho-me a pensar como seria se juntasse toda a gente e lhes tirasse a parte humana. Assim estilo lobotomia. Tirar as sensações, os sentimentos e o poder de pensamento, a toda a gente. Não seríamos todos mais felizes? Nunca saberíamos o que era 'ser feliz' sequer. Éramos corpos apenas. Como se estivéssemos mortos psicologicamente. Se o fizesse, não estaria a matar ninguém. Na realidade, estaria a matar muitos 'ninguéns', mas os corpos estão lá. E é só isso que realmente toda a gente vê não é? Os corpos. Apenas isso.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sabes, tu eras a última pessoa da qual eu queria estar distante. Mas eu sou distante das pessoas. Por mais esforço que faça e voltas que dê, há sempre um canto dentro de mim que eu não consigo partilhar por medo, vergonha ou simplesmente porque "não vale a pena". Há sempre um canto dentro de mim que ainda não aprendeu ser a dois. E tu és o primeiro a reparar. E isso mata-me por dentro porque não te quero fazer sofrer. Eu não quero. Mas, invariavelmente, acabo por fazê-lo. E, se ainda não o fiz verdadeiramente até agora, sei que o vou fazer, mais cedo ou mais tarde. Eu sei disso. E isso não significa que eu te ame menos, apenas significa que estavas errado. Que eu não sou perfeita. Sou humana. E, invariavelmente, erro. Desculpa-me por isso.

Super Sweet Eighteen

E pronto, de acordo com o B.I e com as leis portuguesas e diabo a 4 já sou maior de idade e reteteu. Tão engraçado. Logicamente que me sinto na mesma e a excitação pela maioridade era...nenhuma, mas pronto, diz que é giro ter 18, portanto parabéns para mim. Basicamente posso sair sem me ligarem dez vezes mas ainda continuo a ser uma criança para os meus pais. No problem. Agora, pensando bem no que me apetece... Apetece-me passar o meu aniversário comigo, em casa, sozinha. Com gelados, filmes, séries, etc. Até tem lógica, uma vez que sou eu que faço anos (sim sim já sei, de que é que servem as coisas boas se não se podem partilhar com os outros? Yeah, right). De todas as maneiras vou passear e apanhar sol com alguns dos melhores, que também me faz bem, portanto até logo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gostava de mandar tudo para a puta que pariu e atirar-me ponte abaixo, mas para isso tinha de te levar comigo (não quero que andes com cara de mártir outra vez por minha causa) e eu nunca fui muito dada a instintos homicidas. Só suicidas. Puta que pariu.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Carta para nenhum alguém

Tenho uma página em branco e os olhos pregados nela há três quartos de hora. Queria falar-te de tudo mas acabo por não conseguir falar de nada, como de costume, percebes? Pois, eu também não. Devia ir dormir, desocupar a cabeça do lixo, perdão, de ti, que me vagueias na mente todos os dias sem folgas, mas tenho medo que os pesadelos sejam ainda piores que os filmes que faço acordada, como de costume. Podia estar a fazer inúmeras coisas tão mais úteis, mas continuo a escrevinhar numa página agora menos branca, como se ao escrever as coisas de forma diferente lhes pudesse alterar o sentido. Podia estar contigo, por exemplo. Gostavas de estar comigo agora? Pois, eu também. E estou. Comigo, logicamente. Gostava de te falar no nosso futuro juntos. Mas depois lembro-me que esse não vai existir e então fico sem assunto novamente. Já pensei em falar no passado mas para esse eram precisas demasiadas folhas em branco e, principalmente, demasiada paciência e tempo que não possuo. Para ti, como deves calcular. Já não tenho uma folha em branco, embora os meus olhos continuem pregados nela e os três quartos de hora se tenham estendido por mais dois. Não te falei de tudo nem de nada, falei, apenas porque me apeteceu que me ouvisses, que é como quem diz, chatear-te. Devia ir sonhar (ainda não inventaram verbos para quem tem pesadelos e também não me apetece inventar nenhum as estas horas) contigo mas estou a passar tempo de qualidade comigo. A falar de ti, no entanto. Sádico. Sabes onde me encontrar, não sabes? Pois, eu também não.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

parente(si)s

Chamavam-lhe puta e diziam que ele era demasiado tímido - para ela. o mal deles foi apaixonarem-se, já dizia a outra. Ninguém acredita no amor de uma puta - excepto ele. Ensaiaram tragédias em torno deles, fizeram-se apostas e planos de separação (falhados). se ele é tímido nunca saberás os segredos que ele guarda, diziam as putas amigas dela. ele não tem segredos, respondia ela. Disseram que ele estava perdido mas quem se perdeu foi ela - de amores. Numa tarde ele viu-a no parque com um homem que a abraça e lhe dá a mão. ninguém acredita no amor de uma puta, pensou ele. Tirou a arma que trazia sempre pendurada à cintura e aproximou-se deles. Matou o homem e disparou contra ela. ninguém acredita no amor de uma puta, disse-lhe. Aquele que estava comigo era tio do filho que acabaste de matar, respondeu ela. Ela morreu e ele apodreceu na prisão. o mal deles foi apaixonarem-se.