quarta-feira, 9 de março de 2011
Super Sweet Eighteen
E pronto, de acordo com o B.I e com as leis portuguesas e diabo a 4 já sou maior de idade e reteteu. Tão engraçado. Logicamente que me sinto na mesma e a excitação pela maioridade era...nenhuma, mas pronto, diz que é giro ter 18, portanto parabéns para mim. Basicamente posso sair sem me ligarem dez vezes mas ainda continuo a ser uma criança para os meus pais. No problem. Agora, pensando bem no que me apetece... Apetece-me passar o meu aniversário comigo, em casa, sozinha. Com gelados, filmes, séries, etc. Até tem lógica, uma vez que sou eu que faço anos (sim sim já sei, de que é que servem as coisas boas se não se podem partilhar com os outros? Yeah, right). De todas as maneiras vou passear e apanhar sol com alguns dos melhores, que também me faz bem, portanto até logo.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Carta para nenhum alguém
Tenho uma página em branco e os olhos pregados nela há três quartos de hora. Queria falar-te de tudo mas acabo por não conseguir falar de nada, como de costume, percebes? Pois, eu também não. Devia ir dormir, desocupar a cabeça do lixo, perdão, de ti, que me vagueias na mente todos os dias sem folgas, mas tenho medo que os pesadelos sejam ainda piores que os filmes que faço acordada, como de costume. Podia estar a fazer inúmeras coisas tão mais úteis, mas continuo a escrevinhar numa página agora menos branca, como se ao escrever as coisas de forma diferente lhes pudesse alterar o sentido. Podia estar contigo, por exemplo. Gostavas de estar comigo agora? Pois, eu também. E estou. Comigo, logicamente. Gostava de te falar no nosso futuro juntos. Mas depois lembro-me que esse não vai existir e então fico sem assunto novamente. Já pensei em falar no passado mas para esse eram precisas demasiadas folhas em branco e, principalmente, demasiada paciência e tempo que não possuo. Para ti, como deves calcular. Já não tenho uma folha em branco, embora os meus olhos continuem pregados nela e os três quartos de hora se tenham estendido por mais dois. Não te falei de tudo nem de nada, falei, apenas porque me apeteceu que me ouvisses, que é como quem diz, chatear-te. Devia ir sonhar (ainda não inventaram verbos para quem tem pesadelos e também não me apetece inventar nenhum as estas horas) contigo mas estou a passar tempo de qualidade comigo. A falar de ti, no entanto. Sádico. Sabes onde me encontrar, não sabes? Pois, eu também não.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
parente(si)s
Chamavam-lhe puta e diziam que ele era demasiado tímido - para ela. o mal deles foi apaixonarem-se, já dizia a outra. Ninguém acredita no amor de uma puta - excepto ele. Ensaiaram tragédias em torno deles, fizeram-se apostas e planos de separação (falhados). se ele é tímido nunca saberás os segredos que ele guarda, diziam as putas amigas dela. ele não tem segredos, respondia ela. Disseram que ele estava perdido mas quem se perdeu foi ela - de amores. Numa tarde ele viu-a no parque com um homem que a abraça e lhe dá a mão. ninguém acredita no amor de uma puta, pensou ele. Tirou a arma que trazia sempre pendurada à cintura e aproximou-se deles. Matou o homem e disparou contra ela. ninguém acredita no amor de uma puta, disse-lhe. Aquele que estava comigo era tio do filho que acabaste de matar, respondeu ela. Ela morreu e ele apodreceu na prisão. o mal deles foi apaixonarem-se.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Whiskey e vodka laranja 1 - 0 June
A melhor passagem de ano de sempre, com o(s) melhor(es) de sempre. 2011 é nosso, tal como tudo, desde que queiramos. Sejam felizes. Eu já o sou há muito, o problema é que de vez em quando me esqueço disso. É nessas alturas que recebo os melhores actos e palavras que me relembram outra vez. Bom ano a todos.
sábado, 27 de novembro de 2010
E se eu abraçar a morte em vez de te abraçar a ti?
Tu matas-me cada vez que me olhas. Sempre que me beijas morro mais um bocado. Quando acabas de me abraçar já estou quase morta nos teus braços (nunca reparaste que me falta sempre a força nos joelhos para me manter de pé? Pensa.). Sorris. Dizes que as tuas mãos têm o meu cheiro. Sádico. Esqueces-te de dizer que têm também as minhas lágrimas, o meu suor e o meu sangue. Pensa. Dizes-me que depois me compensas. Não sou uma prostituta. Sou uma apaixonada. Por ti. Sempre quis morrer. Por ti. Rasgaste-me a pele, despedacei-te os lábios, arrancaste-me o peito. Não te rias. Olha para isto, é só beatas e pó. E sangue. Olha o que tu (me) fizeste. Devias lavar o chão com a língua. Porco. Não me olhes mais. Já não me aguento em pé. Não tentes beijar-me. Estou cansada. E se eu abraçar a morte em vez de te abraçar a ti? Tens ciúmes? Então mata-me tu. Obrigada. Amo-te.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
To die by your side is such a heavenly way to die
Tu sabes, eu posso não ser a melhor pessoa. Posso gozar contigo ou gritar e passar-me com coisas que não lembram a ninguém, enquanto que outras bastante mais graves aos olhos do resto do mundo me passam ao lado. Tu sabes que também me chateio e também tenho ciúmes, apenas não demonstro (ou pelo menos faço por isso). Mas não mudava nada. Em mim e em ti. Quero que o teu abraço continue a ser igual, e portanto não mudava nada. Quero que me continues a arrastar para a chuva apenas para me pegares ao colo e me beijares e gosto que respeites os meus silêncios, porque não precisamos de falar para saber o que pensamos. Gosto de olhar para ti pelo canto do olho quando estás a ver um filme ou a conduzir, e às vezes não resisto e sorrio sozinha. Gosto dos nossos planos, não sei bem se por serem nossos ou se por nunca os ter tido com ninguém, mas gosto. E acredito neles, e em ti. Gosto (mesmo) de ti. Demasiado, talvez, o suficiente para não te querer perder por nada. Portanto não faças coisas estúpidas. Sem mim, pelo menos. Porque se te acontecer alguma coisa, eu quero estar contigo.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
♥♥
(agarrando-me como se não houvesse amanhã, sussurra-me ao ouvido)
-Nunca me deixes.
-Não te vou deixar.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Se há coisa que eu gosto mesmo é de conversar com velhos.
Gosto de conversar com o meu avô. Gosto, é verdade. A maioria pode achar secante, mas o que uns consideram 'cara de seca' eu considero arrogância por não aproveitarem a oportunidade que têm nas mãos de aprenderem pontos de vista, opiniões e vivências completamente diferentes. É verdade que as opiniões das pessoas da geração de 40, 50 divergem muito das da geração de 80, 90 mas, sinceramente, como é que isso poderia não acontecer quando se tem 50 anos de experiência pelo meio? Enerva-me que cortem conversa quando um velho está a (tentar) falar. Tira-me do sério. De repente, é como se aquela pessoa passasse a ser uma criança e não tivesse ideias ou opiniões a partilhar quando, na verdade, tem mais do que as pessoas que lhe cortaram a conversa. E confesso: prefiro conversar com pessoas mais velhas do que com pessoas mais novas, na maioria dos casos.Gosto de falar sobre as revoluções, o país, a diferença entre o antes e o agora. É bom variar entre as típicas conversas de café onde saímos tal e qual como quando lá entrámos. Gosto de conversar com o meu avô. Ele gosta de me relembrar que se orgulha muito de mim e que reza por mim todas as noites e eu coro até à raiz do cabelo porque não sei o que é que hei-de dizer, e portanto abraço-o. Gosto de falar, não gosto de discutir. Porque há assuntos em que somos os dois inflexiveis. Não vale a pena dizer-lhe que, para mim, a tourada é um crime porque ele vai dizer-me logo de seguida que os touros são feitos mesmo para isso. E eu depois não me vou conseguir conter. Mas gosto de conversar com ele, e com os outros. Desde que se interessem pelo que digo e não me tratem como se eu fosse uma criança e não tivesse ideias ou opiniões a partilhar.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Neste momento tenho medo. E dúvidas
De não conseguir acabar Geometria no próximo ano lectivo. De não entrar num curso viável e de que goste realmente. De não entrar na faculdade em 2012 e, pior, de não entrar numa faculdade longe daqui. Tenho medo de ser só mais uma. De me acomodar à vida. De não sair daqui. Tenho medo que toda a fome de viver que tenho agora passe com o tempo, e que quando tiver realmente a oportunidade de fazer as coisas que quero, já não tenha vontade para as fazer. Tenho medo de não ter uma vida, de não a aproveitar, de me sentar a vê-la passar-me à frente dos olhos. Acho sempre que não faço o suficiente, que não me esforço como devia, que não sei o que quero. Acho que não conheço nada, não sei nada, não faço nada. Nada me chega. Sempre foi assim, mas ultimamente piorou. Preciso de mais. De sair daqui, de conhecer outras coisas, outras histórias, opiniões. Preciso de ser feliz noutro lado, com outras pessoas, a fazer outras coisas. Sinto que é tudo igual, todos os dias são mais do mesmo. Pior de tudo, não sei o que é que hei-de fazer para mudar isto. Isto tudo.
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